GUARACIABA DO NORTE: CARREATA QUE PEDIA ABERTURA DO COMÉRCIO É INTERROMPIDA PELA POLÍCIA




Uma carreata em prol da flexibilização do comércio durante o período de isolamento social rígido foi interrompida pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (16), no Centro da cidade de Guaraciaba do Norte, no interior do Ceará.


O ato, que começou por volta das 9h e contou com cerca de 40 veículos, segundo os participantes, foi dispersado pela Polícia Militar em conjunto com o Departamento Municipal de Trânsito e de Transportes (Demutran).


Conforme a Delegacia Municipal de Guaraciaba do Norte, a carreata foi encerrada de forma pacífica e não houve registro de ocorrências durante o ato, porém os participantes alegam que alguns comerciantes foram levados a unidade policial.


Desde o último sábado (13), apenas serviços considerados essenciais estão liberados para funcionar no Estado, devido o decreto estadual para conter a proliferação da Covid-19.


Atualmente, o Ceará é um dos estados mais afetados do país pela doença, com 478.046 casos confirmados e 12.394 óbitos causados pelo novo coronavírus, conforme dados da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), atualizados às 8h45 desta terça.


A carreata reuniu comerciantes da cidade e familiares, que trafegaram pelas ruas do Centro da cidade em carros e motocicletas. Alguns participantes usavam camisa verde-amarelo e uma bandeira do Brasil estava estampada em um dos carros que participava da carreata.

Para o publicitário Bruno de Souza Silva, que acompanhou o ato, os comerciantes estão em busca de "arranjar o pão de cada dia". "Na minha opinião existem outras maneiras de combater o vírus. Até porque o comércio na cidade é pequeno, poucas pessoas entram nas lojas e todos usam máscaras”, afirma.


A comerciante Katiane Lemos, proprietária de uma loja de informática que está fechada, afirma deveria existir um horário determinado para o comércio funcionar. "A gente não é contra o lockdown. Eu acho que tinha sim que ter uma flexibilização e uma horário determinado para receber os clientes. Até para a gente pegar um serviço interno está difícil. Todos nós somos trabalhadores e não é justo sermos coagidos do jeito que estamos", disse.

g1/ce



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