NA VÉSPERA DO DIA DE SÃO JOSÉ, SERTANEJO SE VESTE DE ESPERANÇA POR "UM BOM PERÍODO CHUVOSO"

 


Há muito de repente na vida, mas a chuva avisa quando vai chegar. Quem é do sertão, de ter o calcanhar rachado de pisar a terra batida, sabe quando ela vem. Os sinais no céu e na terra vão avisando os mais sabidos. Mas como ninguém sabe de tudo (quando muito, quase nada), a incerteza fica para a esperança. Porque não basta chegar chuva, tem que fazer morada vez em quando. Tem que “chover em São José”. Não no santo, no dia. Mas nem oito nem 80.

É no chove-seca-chove-seca que o plantio gera colheita. Esperança tem cheiro, cor e fé fértil, porque rebrota. Começa de criança com um ‘pai, posso tomar banho de chuva?’ e se mantém com o ‘Pai Nosso que estais no Céu, banhe essa terra seca pelo amor de Deus Pai’. Enquanto o céu se ajeita para o ‘inverno’, percorri em uma semana 11 cidades de quatro regiões do Estado. Escutar o sertanejo com uma mão no queixo e a outra no celular, nele fotografando e gravando para o documentário que acompanha esta reportagem.


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