O ex-vereador de Tianguá, Juliano Magalhães Coelho, conhecido como "Juliano Importados", e o pai dele, Sebastião Fernandes Coelho, de 68 anos, foram presos na segunda-feira (20), em Sobral, no Ceará, suspeitos de latrocínio contra um idoso de 77 anos no início de abril, em Batalha, no Piauí.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, o idoso morreu após ser amarrado e agredido durante um assalto planejado para roubar um cofre com cerca de R$ 500 mil.
Ainda conforme a Secretaria do Piauí (SSP-PI), a vítima do latrocínio no Piauí foi identificada como Antônio Pereira de Carvalho, o "Totonho". Ele foi abordado por dois homens que chegaram a sua casa de motocicleta, na localidade Ponto Belo, zona rural do município de Batalha (PI), com o pretexto de negociar madeira.
Após serem conduzidos até um galpão, os suspeitos anunciaram o assalto, renderam o idoso, amarraram suas mãos e pés e o amordaçaram. Em seguida, subtraíram um cofre contendo cerca de R$ 500 mil.
O idoso foi encontrado desacordado, com marcas de violência. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O laudo pericial apontou que a vítima sofreu um infarto, provocado pelo intenso estresse físico e emocional sofrido durante a ação criminosa, o que caracteriza o crime de latrocínio.
Além do cofre com dinheiro, os suspeitos fugiram levando o caminhão que Antônio havia comprado a Juliano Magalhães. No dia seguinte ao crime, o caminhão foi localizado incendiado às margens da rodovia PI-110.
Crime premeditado
As investigações da Polícia Civil do Piauí apontaram que o crime contra o idoso foi premeditado e com divisões de tarefas entre os suspeitos.
Juliano e o pai Sebastião Fernandes teriam atuado no levantamento de informações sobre a vítima. Enquanto os outros três suspeitos participaram diretamente do assalto.
"A investigação também revelou o uso de diferentes veículos para a execução da ação e a fuga, incluindo o transporte da motocicleta utilizada no crime, o que reforça a atuação coordenada do grupo criminoso", divulgou a polícia.
A pasta informou ainda que os suspeitos estiveram no local dias antes do crime, ocasião em que tiveram acesso ao galpão e visualizaram o cofre, o que indica premeditação.